Tecnólogo · consultor · construtor · Dubai, via Braga

Tecnologia, pessoas, e os lugares pelo meio.

O meu nome é Elísio, sou português e vivo no Dubai. Trabalho em tecnologia, formado em Ciências da Computação e Engenharia de Software, e consultor por ofício, ando há mais de uma década pelo mundo a criar e fazer crescer equipas para ajudar empresas e pessoas a tirar o melhor partido da tecnologia para os seus negócios. Ultimamente, muito focado em trazer o melhor que a IA tem para o mundo corporativo, ajudando as grandes empresas a construir sistemas agênticos (e não só agentes), que vivem lado a lado com aplicações, processos e pessoas. Aqui é onde reflicto sobre o que me faz pensar, o que faço e construo, e o que vou vendo pelo caminho. Sobretudo ideias sobre o que faço, mas também sobre o que me diverte e me faz curioso.

Interesses

As coisas a que volto sempre

Isto não é uma lista de competências. São as coisas que me acompanham há anos, no trabalho e fora dele, e que de uma maneira ou de outra acabam sempre por aparecer.

Tecnologia

Software que muda a maneira como uma empresa funciona. Comecei a escrevê-lo, depois passei a gerir as equipas que o escrevem, e hoje passo a maior parte dos dias a perceber o que a IA agêntica está a mudar em tudo isto, e a tentar ir à frente dessa mudança em vez de atrás.

Consultoria

Cinco anos na Deloitte, em serviços financeiros, em Portugal e em Angola, dentro de grandes bancos: a perceber como funcionam de facto as operações e a contabilidade, e a construir os sistemas que as controlam. Os hábitos ficaram cá: ouvir primeiro, escrever tudo, e no fim comprometer-me com uma recomendação em vez de apresentar opções.

IA, com as mãos na massa

Não me limito a patrocinar. Construo pipelines que pegam em desenhos e em código antigo e os transformam em aplicações a funcionar, uso agentes no meu próprio trabalho do dia-a-dia, e tenho em casa um laboratório que é mais brincadeira do que infra-estrutura.

Fazer crescer equipas

Equipas em todas as fases por onde uma empresa passa: uma startup de centenas de pessoas que passou a milhares, uma região que cresceu de três para setenta, uma equipa global herdada com mais de cem pessoas. Equipas técnicas e equipas comerciais, e modelos de go-to-market que mudaram a forma como trabalhamos e, já agora, cumpriram a quota.

Ar livre

Todo-o-terreno e overland num Jeep que preparei para isso, com desertos e wadis à mistura. Caminhadas, mergulho, natação. A carta de vela está na lista, mas ainda não saiu de lá. A maior parte das fotografias mais abaixo vem de uma destas coisas.

Fazer coisas

Uma casa na árvore para as minhas filhas, feita à mão. Café de especialidade, um aquário plantado, uma guitarra que estou a reaprender a tocar, e pequenas ferramentas de software que escrevo para mim. Fazer coisas é a minha maneira de pensar.

O que me faz curioso

História, astronomia e ciência em geral. Agricultura, cada ano um bocadinho mais. Ler e escrever, e viajar só por viajar, quando não estou a viajar em trabalho.

Livros

Algumas sugestões: ficção, não ficção, e uns quantos que vale mesmo a pena passar a outras pessoas. A lista completa, e em curso, está no Goodreads.

Percurso

Seis lugares, uma linha a atravessá-los

Passei a carreira a tentar mudar o mundo fazendo o software andar à velocidade a que o negócio anda, e a automatizar a maneira de o fazer (e parece que estávamos no caminho certo). Fi-lo pelo mundo fora, a ajudar uma empresa a crescer e a crescer com ela. Formado em Ciências da Computação e em Engenharia de Software; a consultoria apresentou-me ao mundo corporativo pela porta dos bancos e das seguradoras; e antes disso fui programador durante o curso todo, com mais uns quantos trabalhos divertidos pelo meio. Aqui escrevo sobre o que penso, sobretudo tecnologia e negócio, e de vez em quando sobre os meus interesses menos sérios. Esta é a versão curta do que me tem ocupado, e em que parte do mundo.

Elísio Simão
Elísio Simão VP, Professional Services EMEA, na OutSystems CV completo em PDF →
Formação

Mestrado em Engenharia de Software
Universidade do Minho

Licenciatura em Matemática e Ciências da Computação, métodos formais e criptografia
Universidade do Minho · ano de Erasmus na Universidade de Utrecht

Braga
2006–2008

A escrever software

Programador na Wintouch, uma software house de restauração, ainda com um pé na universidade. Em paralelo, trabalho freelance para a Delta Consultores, de software de simulação de máquinas fotográficas para aulas de fotografia a avaliações de ferramentas de e-learning, que me manteve ligado à indústria enquanto ainda estudava. O meu primeiro emprego foi numa biblioteca de Verão para crianças, e durante o curso fiz de tudo um pouco: carregar camiões, armazéns, fábricas, porteiro, bar. Eram part-times, mas deixaram-me uma coisa que ainda hoje sigo, e que é do Fernando Pessoa: pôr quanto se é no mínimo que se faz.

Lisboa · Luanda
2008–2013

Dentro dos bancos

Deloitte, consultoria de sistemas para serviços financeiros. Foi a minha escola, e construiu boa parte da minha ética de trabalho: grandes instituições financeiras, dos processos operacionais e contabilísticos dos grandes bancos em Portugal e em Angola, e dos sistemas que os controlam, ao omnicanal para B2B e B2C, às migrações de core bancário. A melhor educação que podia ter tido sobre como funciona de facto uma grande empresa, unidade a unidade, e em feitios bem diferentes.

Lisboa · o mundo
2013–2014

A equipa de aceleração

Entrei na OutSystems quando ainda éramos umas centenas, liderei equipas de entrega, e depois andei pelo mundo a arrancar equipas de adopção: a formá-las, e a construir com elas as primeiras aplicações. É o que hoje se chama um forward-deployed engineer para a IA, antes de o nome existir, e já na altura a automatizar parte do ciclo de desenvolvimento de software. Cresci com a empresa e aprendi imenso na fase de startup, em que se faz de tudo, de vendas a produto; construiu boa parte do que sou hoje.

Dubai
2014–2017

A abrir o Médio Oriente

Mudei-me para abrir as práticas de experts e de customer success na região, e mais tarde geri durante algum tempo a gestão de procura e de produto. Escalar um território novo: culturas de trabalho novas, e as dores de começar do zero. De ajuda ad hoc passámos a uma prática de customer success a sério. Curiosidade: a minha primeira filha nasceu aqui. O Dubai passou a ser casa, e ainda é.

Singapura
2017–2020

De três pessoas para setenta

Fiz crescer a equipa de serviços da Ásia-Pacífico de três pessoas para setenta. Abri o escritório da Malásia, arranquei práticas no Japão, na Austrália, na Indonésia, nas Filipinas, na Tailândia e no Vietname, e montei o modelo de centro de entrega com parceiros locais que passaram a ser os nossos parceiros de entrega e de vendas em cada país. Desta vez não foi do zero, foi fazer crescer e escalar uma geografia que já funcionava, por tantas culturas e maneiras de trabalhar diferentes: um período muito rico, e que compensou muito. Curiosidade: a minha segunda filha nasceu aqui.

Global
2020–2022

A nossa maneira de trabalhar, posta por escrito

Primeira vez num papel de prática, a transformar uma função de back-office numa de apoio ao terreno. Liderei uma organização global de entrega com mais de cem pessoas. Criei as práticas, a maneira OutSystems de trabalhar e o mapa de capacidades; refiz a oferta a pensar na facturação e no cliente; e levei um roadshow sobre entrega pelo mundo fora, para equipas de parceiros e de clientes. Foi onde aprendi a gerir equipas de dimensão a sério, em que comunicar para muitos, delegar e saber mudar comportamentos de várias maneiras diferentes fazem toda a diferença.

EMEA
2022–agora

De volta ao terreno, numa região nova (mas conhecida)

VP de Professional Services para a EMEA, na equipa de liderança que define a estratégia da região. A equipa já funcionava bem, por isso a missão era optimizar e tirar dela o máximo valor: diferente, e muito gratificante. Alarguei a equipa comercial e os programas de parceiros, e transformei dois anos a cumprir os objectivos de receita e de bookings em três a ultrapassá-los, e o mesmo na satisfação dos clientes e na qualidade. Tem sido também um período muito interessante a refazer a nossa maneira de trabalhar à volta da IA, que nos abriu as portas para fazer coisas extraordinárias mais depressa e com mais alcance: de volta à prática, a redefinir como trabalhamos na pré-venda e como tiramos o máximo da entrega. Continua a compensar, e continua a ser divertido.

Fotografias

Um bocadinho do que vou vendo pelo caminho

Os anéis são os sítios onde vivi, os pontos pequenos onde já estive, e os pontos azuis são fotografias. Clique num azul.

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Escrita

O que me anda na cabeça

Notas de quem está dentro de uma empresa de plataforma a mudar para a IA, e de quem geriu equipas de serviços em sítios muito diferentes uns dos outros. Textos longos, também publicados no LinkedIn.

Os primeiros textos ainda estão na pasta dos rascunhos. Não demoram.

Contacto

Diga olá

Um café no Dubai ou aqui perto, uma chamada em horário EMEA, uma resposta a alguma coisa que escrevi, ou uma dica: um sítio bom para fotografar, um trilho que ainda não fiz, um lugar para acampar que eu devia conhecer. Os emails sou eu que os respondo.